


Quando as temperaturas caem, é comum pensar apenas em tirar os casacos do armário e procurar maneiras de se aquecer. Porém, os efeitos do frio no organismo vão muito além da sensação de desconforto.
O corpo humano precisa manter sua temperatura interna relativamente estável para que órgãos e sistemas funcionem adequadamente. Por isso, quando somos expostos ao frio, o organismo inicia uma série de adaptações para conservar calor. Essas respostas podem afetar a circulação sanguínea, o sistema respiratório, músculos, articulações, pele e até o sistema cardiovascular.
Entender como o frio afeta o corpo é importante principalmente durante o inverno e nos períodos de mudanças bruscas de temperatura.
Quando a temperatura ambiente diminui, o corpo procura reduzir a perda de calor. Uma das principais respostas é a vasoconstrição, processo no qual os vasos sanguíneos mais próximos da superfície da pele se contraem.
Com isso, o organismo direciona mais sangue para regiões consideradas essenciais, ajudando a preservar a temperatura dos órgãos internos.
É também por esse motivo que mãos, pés, nariz e orelhas costumam ficar mais gelados.
Além disso, quando a exposição ao frio é maior, podem surgir os conhecidos tremores. Eles são contrações musculares involuntárias utilizadas pelo organismo como uma forma de produzir calor.
Sim. A vasoconstrição provocada pelas baixas temperaturas pode contribuir para o aumento da pressão arterial, já que o sangue passa a circular por vasos mais contraídos.
Essa resposta merece atenção principalmente entre pessoas que já apresentam fatores de risco cardiovasculares, hipertensão ou doenças cardíacas.
Por isso, durante períodos de frio intenso, é importante manter os cuidados habituais com a saúde cardiovascular e seguir corretamente as orientações médicas.
Nariz entupido, tosse, irritação na garganta e crises respiratórias parecem se tornar mais frequentes quando chega o frio — e existe uma explicação para isso.
O ar frio e seco pode irritar as vias respiratórias e favorecer o desconforto em pessoas mais sensíveis. Além disso, durante os dias frios, passamos mais tempo em ambientes fechados e, muitas vezes, com pouca ventilação.
Essa combinação pode facilitar a transmissão de alguns vírus respiratórios.
É importante esclarecer, entretanto, que o frio, sozinho, não é a causa de gripes e resfriados. Essas doenças são provocadas por vírus. O comportamento das pessoas e determinadas condições ambientais durante o inverno podem favorecer sua circulação.
Pessoas com asma, rinite, sinusite e outras condições respiratórias também podem perceber piora dos sintomas durante períodos de baixas temperaturas.
Você já percebeu o corpo mais rígido ou algumas dores mais evidentes nos dias frios?
As baixas temperaturas podem provocar maior tensão muscular e alterar a percepção de desconfortos já existentes. Além disso, no inverno é comum reduzirmos a prática de atividades físicas, o que pode contribuir para maior sensação de rigidez.
Manter-se ativo, dentro das condições individuais e das recomendações de um profissional de saúde, pode ajudar a preservar a mobilidade e o bem-estar.
Outro efeito bastante perceptível das baixas temperaturas é o ressecamento da pele.
No frio, normalmente há menor umidade no ambiente e muitas pessoas passam a tomar banhos mais quentes e demorados. A água excessivamente quente pode remover parte da proteção natural da pele, aumentando o ressecamento.
Alguns sinais comuns são:
O uso adequado de hidratantes, a ingestão de líquidos e evitar banhos excessivamente quentes são cuidados simples que podem fazer diferença.
Um erro frequente durante os dias frios é beber menos água.
Como transpiramos menos e sentimos menos sede, podemos simplesmente esquecer de nos hidratar. No entanto, o organismo continua necessitando de água para desempenhar suas funções normalmente.
Por isso, mesmo que a sensação de sede seja menor, mantenha uma rotina adequada de hidratação ao longo do dia.
Embora qualquer pessoa possa sentir os efeitos das baixas temperaturas, alguns grupos merecem atenção especial, como idosos, crianças pequenas e pessoas com determinadas doenças cardiovasculares ou respiratórias.
Em idosos, por exemplo, a percepção das alterações de temperatura pode ser diferente. Crianças pequenas, por sua vez, também apresentam particularidades na regulação térmica.
Nesses casos, além de manter o ambiente confortável, é importante observar alterações no estado geral e procurar avaliação médica diante de sintomas preocupantes.
Algumas medidas simples ajudam o corpo a enfrentar melhor as baixas temperaturas:
Nem todo desconforto causado pelo frio representa um problema de saúde. Porém, alguns sintomas não devem ser ignorados.
Procure atendimento médico diante de falta de ar importante, dor ou pressão no peito, confusão mental, desmaio, alteração significativa da consciência, piora intensa de uma condição respiratória ou outros sintomas súbitos e preocupantes.
Pessoas com doenças crônicas também devem procurar orientação caso percebam uma mudança relevante em seu quadro habitual.
O frio provoca diversas adaptações no organismo. Algumas são naturais e passageiras, enquanto outras podem agravar problemas de saúde já existentes.
Por isso, o inverno também deve ser um período de atenção à saúde.
Percebeu sintomas diferentes ou está com algum desconforto persistente? Não espere o problema se agravar. Procure avaliação médica.
Na Clínica São Paulo, você encontra atendimento médico para cuidar da sua saúde durante o inverno e em todas as épocas do ano.
Cuide de você em todas as estações.